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Escolas do Clima: a tecnologia dos povos originários no Congresso
Saiba o que propõe o PL 2.177/2025 que cria as Escolas do Clima, integrando saberes ancestrais e ciência para enfrentar as mudanças climáticas
Ouvir:
- Comissão de Educação aprovou o parecer de Carol Dartora ao PL 2.177/2025
- Cria as Escolas do Clima, reconhecendo projetos que unem ciência, ancestralidade e sustentabilidade
- Valoriza tecnologias ancestrais e saberes tradicionais
- Objetivos: ampliar educação ambiental, fortalecer participação social e mitigar riscos socioambientais
- Projetos de biodiversidade, agroecologia e recuperação de áreas podem receber o selo
- O PL segue em tramitação

A Comissão de Educação da Câmara aprovou o parecer da deputada Carol Dartora (PT-PR) ao PL 2.177/2025, que cria e reconhece as Escolas do Clima, iniciativas pedagógicas que unem ciência, ancestralidade e sustentabilidade. O projeto, de autoria da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), valoriza tecnologias ancestrais e saberes de povos originários no enfrentamento às mudanças climáticas.
O que são as Escolas do Clima e como funcionam?
As Escolas do Clima reconhecem projetos formais e comunitários que integrem conhecimentos científicos e tradicionais para conservação ambiental e produção sustentável. O parecer define:
Tecnologias ancestrais: instrumentos desenvolvidos coletivamente a partir da observação ecológica local e da experiência empírica.
Saberes tradicionais: sistemas de conhecimento ligados à espiritualidade, cultura e relação territorial com a natureza (Decreto 6.040/2007 e Lei 13.123/2015).
Objetivos principais:
Fortalecer a participação social na preservação ambiental.
Valorizar tecnologias ancestrais e saberes tradicionais.
Promover educação ambiental formal e não formal (Lei 9.795/1999).
Contribuir para mitigar riscos socioambientais.
Projetos elegíveis ao selo Escola do Clima incluem ações de proteção da biodiversidade, agroecologia, conservação de sementes, recuperação de áreas degradadas e prevenção de desastres. Para Carol Dartora, a proposta integra “educação, ciência e ancestralidade” em um horizonte de justiça climática e equidade social.
Como os povos originários contribuem para o combate às mudanças climáticas?
O PL reconhece que povos originários e comunidades tradicionais desenvolvem soluções eficazes de gestão ambiental com base em observação territorial, práticas coletivas e transmissão intergeracional de conhecimento. Ao incorporar essas tecnologias e saberes aos processos pedagógicos, as Escolas do Clima ampliam a educação ambiental, fortalecem a participação comunitária e apoiam estratégias de conservação e adaptação climática.
Próximos passos O texto segue para análise nas Comissões de Meio Ambiente, Finanças e, por fim, na Constituição, Justiça e Cidadania.
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