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A intervenção essencial de Jade Brianezi e como lidar com a crise de saúde mental nas escolas
A psicóloga desenvolve palestras personalizadas e orienta famílias sobre o papel crucial na formação emocional dos jovens
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- Crise crescente: Aumento de casos de depressão, ansiedade e automutilação entre crianças e adolescentes
- Solução inovadora: Jade Brianezi desenvolve palestras e grupos terapêuticos personalizados para escolas
- Abordagem sob medida: Trabalho adaptado à faixa etária e demandas específicas (bullying, ansiedade, automutilação)
- Sinais de alerta: Emoções intensas, isolamento, queda no desempenho, falas de desesperança
- Papel dos pais: Escuta ativa, validação emocional e monitoramento de redes sociais

Em um cenário onde as telas competem com o contato humano e as pressões sociais se intensificam, a saúde mental de crianças e adolescentes torna-se uma grande preocupação. É nesse contexto que a psicóloga Jade Brianezi, especialista em infância e adolescência e com experiência em neurodivergência, enxerga uma missão: levar a discussão sobre o bem-estar emocional diretamente para o ambiente escolar, um dos pilares mais importantes na formação dos jovens.
"Hoje eu vejo o quanto as crianças estão adoecendo psicologicamente, o número vem aumentando, muita criança com depressão, com crises de ansiedade, precisando se submeter a medicamentos", alerta Jade Brianezi, justificando a iniciativa própria de expandir seu trabalho clínico para as escolas. Para ela, muitas vezes, a escola é o principal ambiente social e de construção de identidade, tornando-se um local estratégico para intervenções preventivas e de apoio.
A raiz do problema: um ambiente em crise
A psicóloga destaca que a baixa tolerância à frustração e a dificuldade em lidar com emoções são cada vez mais comuns entre os jovens. Em sua prática clínica, Jade percebeu que as escolas frequentemente carecem de tempo e espaço dedicados à educação emocional. Além disso, notou que muitos profissionais da educação também se encontram sobrecarregados e com o emocional prejudicado, dificultando o manejo das questões dos estudantes.

Jade Brianezi orienta pais e educadores a identificar comportamentos de risco e agir preventivamente na saúde emocional dos jovens.
Essa observação, somada ao crescente número de casos de automutilação, ansiedade generalizada e depressão que acompanhou em seus pacientes, impulsionou a criação de um projeto de palestras e intervenções focado na saúde mental para o ambiente escolar.
Palestras e intervenções personalizadas: a solução de Jade Brianezi
Jade oferece palestras e workshops desenhados para atender às necessidades específicas de cada instituição de ensino. "Não tenho um nome fixo para as palestras porque o trabalho é muito individualizado e personalizado", explica. Antes de cada intervenção, a psicóloga busca entender a demanda da escola, seja ela bullying, crises de ansiedade generalizada, casos de automutilação ou outras questões. Em alguns casos, ela realiza pesquisas com os próprios estudantes e conversa com a equipe pedagógica para garantir que o conteúdo seja o mais assertivo possível.
As abordagens variam conforme a faixa etária:
Crianças menores: a psicóloga utiliza uma metodologia lúdica para a psicoeducação sobre emoções, ajudando os pequenos a entender o que sentem e como lidar com seus comportamentos.
Adolescentes: com os mais velhos, é possível aprofundar em temas como depressão, automutilação, ansiedade e a importância da saúde mental, além de explicar o papel do psicólogo e da psicoterapia.
Além das palestras, Jade oferece grupos terapêuticos com começo, meio e fim, abordando temas específicos como ansiedade e depressão em encontros contínuos.
Sinais de alerta para pais e educadores: quando a ajuda é necessária?
Jade enfatiza que a observação atenta dos adultos é crucial. Pais e educadores devem estar alertas quando:
As emoções ou comportamentos se tornam muito intensos: tristeza prolongada que impede a criança de ir à escola, irritabilidade excessiva que leva a brigas com amigos, ou explosões emocionais frequentes.
Há prejuízo na qualidade de vida: dificuldade em interagir socialmente, queda no desempenho escolar (por exemplo: não consegue fazer provas por ansiedade) ou isolamento prolongado, passando muito tempo deitado ou no celular.
Mudanças no ciclo de amizade: a criança se torna mais excluída ou tem dificuldades de interação.
Falas de desesperança: frases como "eu sou um problema para o mundo", "eu não deveria existir", "eu faço tudo errado" são indicativos de quadros depressivos e requerem atenção imediata.
Comportamentos de automutilação: a criança se corta para aliviar o sofrimento ou como forma de autopunição. Sinais incluem esconder pulsos, braços, coxas ou outras áreas do corpo.
O papel transformador dos pais: escuta e regulação emocional
"Os pais são peça-chave para tudo isso", afirma Jade. "Eles precisam observar os sinais, mas, acima de tudo, validar as emoções dos filhos, sem minimizar a dor. A escuta ativa e genuína é a chave do sucesso, criando um ambiente seguro em que a criança se sinta à vontade para se expressar", conclui.
A psicóloga também destaca a importância de os pais humanizarem os próprios sentimentos, mostrando que também ficam tristes, nervosos ou frustrados e, principalmente, como regulam essas emoções. "Nomear: 'Filho, estou nervoso, vou beber uma água para me acalmar'", ela exemplifica, mostrando como os pais podem ser modelos de regulação emocional.
Por fim, Jade alerta para a necessidade de monitorar o consumo de redes sociais e jogos no celular, que podem ser grandes vilões, expondo as crianças a conteúdos violentos e inadequados.
Em um mundo que parece acelerado e desatento às nuances emocionais, a atuação de profissionais como Jade é um farol de esperança. Sua dedicação em levar o diálogo sobre saúde mental para dentro das escolas e em capacitar pais e educadores é um testemunho do poder da escuta, da empatia e da intervenção proativa. Ao iluminar caminhos para uma infância e adolescência mais saudáveis, Jade não apenas trata sintomas, mas planta sementes de bem-estar e resiliência, construindo um futuro em que o equilíbrio emocional seja tão valorizado quanto o conhecimento acadêmico. Sua paixão em transformar vidas é um lembrete inspirador de que cuidar da mente é cuidar do amanhã.
Entre em contato:
Para escolas e pais interessados em levar as palestras ou intervenções da psicóloga Jade Brianezi, ela disponibiliza contato via WhatsApp: (11) 97232-1486, Instagram e seu site oficial.
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